Dicas - Rolamentos das polias de compressores de ar condicionado automotivo

  • Fig. 1-Desenho do sistema de embreagem de um compressor automotivo DELPHI V5
  • fig. 2 - Desgaste no alojamento compressor DENSO
  • fig. 3 - Carcaça do compressor denificada (pescoço) compressor CVC (1)
  • fig. 4 - Carcaça do compressor denificada (pescoço) compressor CVC (2)
  • fig. 5 - Carcaça com desgaste no alojamento bobina e rolamento danificados compressor Civic
  • fig. 6 - Rolamento trancado
  • fig. 7 - bobinas afetadas pelo rolamento da polia do compressor (1)
  • fig. 8 - bobinas afetadas pelo rolamento da polia do compressor (2)
  • fig. 9 - Plato do da embreagem desgastado e danificado (2)
  • fig. 10 - Plato do da embreagem desgastado e danificado (1)
  • fig. 11 - Proximidade do LIPSEAL com o alojamento do rolamento
  • fig. 12 - LIP SEAL (selo) do compressor vazando afetando o rolamento da polia do compressor
  • fig. 13 - LIP SEAL (selo) do compressor vazando afetando o rolamento da polia do compressor
  • fig. 14 - troca do rolamento da polia do compressor usando a morsa
  • fig. 15 - Montagem errada na prensa, forçando o anel interno
  • fig. 16 - Prensa portátil para trocar rolamentos da polia
  • fig. 17 - Polia danificada, montagem com apoio errado
  • fig. 18 - Rolamento com as bordas da polia remanchadas
  • fig. 19 - Rolamento quebrado
  • fig. 20 - Montagem do cubo, compressor Delphi V5
  • fig. 21 - verificação do afastamento do conjunto de embreagem com calibre de laminas

Rolamentos das polias de compressores de ar condicionado automotivo.

Veja esta matéria no Jornal Correio Mecanico

As polias dos compressores giram em cima de rolamentos, esses rolamentos têm algumas características.

Geralmente são rolamentos de duas carreiras de esferas, com capacidade de suportar cargas radiais elevadas e pequena carga axial, possuem medidas que diferem dos padrões industriais e comerciais, não são rolamentos encontrados com muita facilidade no mercado. (se parecem com os rolamentos de ponta de eixo, mas não são de contato angular). São feitos com blindagem, vedações de elastômero (DDU ou 2RS), para evitar a entrada de umidade, suas gaiolas são de polímeros, que suportam temperaturas elevadas e proporciona baixo atrito, a folga geralmente classe C3 e não suportam batidas.

Eles já vêm com quantidade correta de graxa lubrificante de fábrica e não adianta retirar a blindagem, encher de graxa e remontar, quando apresentarem folga e ruído, eles devem ser substituídos!

Alguns modelos de compressores mais atuais começaram a utilizar rolamentos de apenas uma carreira de esferas, o que pode afetar a durabilidade em relação aos tradicionais rolamentos de duas carreiras de esferas.

 

 

Um dos problemas mais comuns de danificar o rolamento da polia do compressor esta relacionada á umidade. Em regiões do país onde há alagamentos, alguns veículos transitam por ruas alagadas, expondo o rolamento da polia do compressor direto á água. E em seguida esses rolamentos começam a produzir ruídos (“ronco metálico”), indicando a falta de lubrificação, corrosão e a deterioração de suas pistas e esferas.

Convém que o cliente, ao menor sinal de ruído, vá á oficina especializada, para a avaliação e se necessário a troca deste rolamento, sob pena de COMPROMETER TODO O COMPRESSOR. Um rolamento ruidoso pode travar e trancar a correia poly V, deixando o cliente “na rua”.

Uma das características deste rolamento danificado, é que o ligar o motor do carro o ruído já começa, mas ao acionar o ar condicionado, geralmente esse ruído pode a diminuir ou se alterar, (pois a folga axial do rolamento diminui com a aproximação do cubo de embreagem e o ruído tende a diminuir.)

Observação, se ao ligar o compressor o ruído começa, então o problema deve ser interno e pouco vai adiantar abrir o conjunto para tentar arrumar, neste caso geralmente é orçada a troca do compressor.

Podemos citar algumas conseqüências, por exemplo: danos á carcaça do compressor, danos á bobina, desgaste do cubo de embreagem e polia, comprometimento das vedações do compressor e danos á correia poly V. Esses problemas podem ocorrer todos juntos ou um ser sequela do outro, por isso requer uma boa avaliação de um especialista.

Essa história do cliente vir na oficina dizendo: “É só trocar o rolamentinho da polia....”, ou “Quero que troque apenas o rolamento”, etc...Cuidado! Quem deve definir o que deve ser trocado é o técnico, cabe ao cliente apenas autorizar ou não.

Se o cliente não der atenção ao ruído do rolamento e insista em continuar andando com o carro, isso pode ser fatal para o compressor, pois o rolamento pode trancar e o anel interno deste rolamento pode acabar “patinando” (girando) no alojamento da carcaça do compressor (pescoço), causando desgaste do conjunto (muito comum nos compressores CVC DELPHI e SCROLL da SANDEN).

 

Se isso ocorrer, alguns poucos modelos têm essa tampa para substituir, em outros modelos, como o CVC da DELPHI, pode-se até tentar a recuperação deste “pescoço” do compressor, com o usinagem e um embuchamento com uma camisa, mas são procedimentos arriscados e podem fragilizar a peça, que já tem uma parede de material bem fina. Este procedimento não é recomendado.

Segundo a NORMA ABNT NBR15629: 2008, 8.15 COMPRESSOR:

Em caso de vazamento nas juntas e vedador, proceder a substituição.

Em caso de avaria, proceder a substituição conforme a especificação do fabricante do veiculo e/ou sistema.

Ou seja, conforme esta NBR, que descreve os procedimentos e as recomendações para manutenção em sistemas de climatização em veículos rodoviários automotores, não deve ser feito reparos em compressores. Gastou a carcaça, teve avarias? Troque, coloque compressor novo para evitar aborrecimentos.

 

 Outra consequência de um rolamento danificado é afetar e comprometer a bobina do compressor. Com o funcionamento irregular do conjunto, a polia pode se deslocar (devido às folgas) e acabar atritando direto com a bobina, causando grande aquecimento e derretendo o isolamento dos fios e conseqüente queima da bobina. Se ela sofreu aquecimento, mesmo que ainda funcione, convém trocá-la, pois pode vir a queimar em breve. Geralmente a resistência varia de 3 a 5,5 ohms a 20°C.

 

O cubo (campana, platô) da embreagem, também pode ser afetado. O calor gerando pelo grande atrito do conjunto pode derreter o elastômero que atua como mola ou empenar as lâminas metálicas. Pode haver um desgaste irregular em sua face. Geralmente esses cubos novos, são encontrados para a reposição, recomendamos trocar o conjunto polia e cubo, para evitar problemas de acoplamento.

 

Até mesmo as vedações do compressor podem ser afetadas pelo calor do conjunto. Mais especificamente o selo ou o LIP SEAL. Inclusive sugerimos que seja avaliado e sugerido para o cliente a troca desta vedação, quando trocar o rolamento.

Essa vedação (LIP SEAL – “selo”) é um dos itens de maior probabilidade de vazamentos no sistema, geralmente se caracteriza por um vazamento pequeno, principalmente dinâmico. Esse pequeno vazamento, de óleo de compressor e fluido refrigerante, quando sai pelo virabrequim, geralmente interfere na lubrificação do rolamento “lavando” e retirando a graxa e reduzindo sua durabilidade.

Por isso recomendamos sempre os dois serviços juntos, troca do rolamento da polia do compressor e troca da vedação LIP SEAL ”selo”, aproveitando a mão de obra e poupando o cliente de um breve retorno a sua oficina, para trocar a “outra” peça que não fora “sugerida”.

Aliás, é muito comum orçar apenas a troca do rolamento e quando se retira a polia, se percebe que o eixo do virabrequim está cheio de óleo, indicando um vazamento no LIP SEAL (selo). Se o reparador percebe isso e não avisa o cliente, age com negligência.

 

Existem várias marcas de rolamentos no mercado, inclusive os “sem marca”, de preço inferior e qualidade duvidosa. Prefira os rolamentos originais que o fabricante do compressor utiliza.

Algumas polias podem ser retiradas sem retirar o compressor e sem retirar o fluido refrigerante.

A retirada da polia do compressor nem sempre é fácil, por isso recomendamos que seja feita em oficina especializada.

Se o cubo necessitar de extrator, jamais o force com alavancas e chaves de fenda, pois isso irá danificar o conjunto.

 

Convém que a oficina além de conhecer os procedimentos, de afastamento (folga) do cubo de embreagem, apoio da polia, manuseio de fluidos refrigerantes, etc. Essa oficina deve ter ferramentas especiais, como extratores, aplicadores, recicladora, prensa, etc.

No orçamento de um rolamento ruidoso, deve-se avisar o cliente da possibilidade de haver seqüelas, ou seja, outros problemas, conseqüentes da condição irregular de trabalho, como atritos, aquecimento, desgaste, etc., que podem comprometer também a bobina, a polia, o cubo, as vedações, a correia e até a carcaça do compressor.

Os rolamentos são montados com maior interferência no anel externo com a polia, por isso para retirá-los das polias, são necessários uma prensa e dispositivos de fixação e apoio. Para evitar entortar e amassar a polia.

Geralmente a carga para se desmontar um rolamento em uma prensa não chega a 2 TON.

Para executar este trabalho sempre utilize E.P.I. (equipamento de proteção individual) como luvas e óculos de segurança!

A montagem é sempre com a interferência no anel externo, ou seja, no alojamento interior da polia, por isso são montados com apoio próximo ao centro da polia e “empurrados” somente pelo anel externo. O anel interno não deve ser “forçado” para a montagem na polia, sob risco de “amassar” as pistas das esferas e danificar as pistas do rolamento. (fig. 15- montagem errada).

 

Existem prensas hidráulicas portáteis, que já vêm com os gabaritos para troca da maioria dos rolamentos de polias de compressor.

 

Sempre devemos apoiar a polia próxima ao centro, junto ao rolamento, para evitar amassar a polia durante a montagem e ou desmontagem, este problema é muito comum.

 

Se o rolamento entrar na polia com interferência, não é necessário “remanchar” a entrada do alojamento com um punção.

 

Cuidado, nunca “bata” direto no rolamento, pois seu aço  tem elevada dureza e pode “lascar”.e os fragmentos podem lhe causar graves acidentes! Explode como uma granada!

 

Quando a polia já estiver com o rolamento montado na devida posição na polia, podemos continuar a montagem, antes de encaixar a polia, verifique se a bobina do compressor está no lugar e travada (alguns modelos não têm bobina ou não tem essa trava). O encaixe do anel interno do rolamento será no alojamento da carcaça do compressor (eixo) geralmente de alumínio e o anel interno do rolamento entra com praticamente pouca interferência.

Logo após deve ser colocado o anel elástico de eixo, para fixar o rolamento e a polia. Para montar o cubo, dependendo do modelo de compressor, será necessária uma ferramenta para instalá-lo sobre o eixo (virabrequim), evitando assim a “força subitamente aplicada”, que se utilizada, pode vir a quebrar um dos rolamentos axiais do interior do compressor.

 

Um cuidado especial deve ser dado ao conjunto de embreagem (se tiver), para deixar o afastamento correto entre o cubo (platô) e a face da polia, cerca de 0,5 mm (medido com um calibre de lâminas).

 

 

Para fixar o cubo, pode-se usar uma chave raquete, uma chave gancho ou ainda uma chave de fenda, apoiada côa ponta e um dos rebites do cubo.

 

 

Concluída a montagem do conjunto, antes de colocar a correia, verificar se a polia gira totalmente se interferências, ela deve girar livre.

Faça os serviços seguindo as normas ABNT e as recomendações do fabricante, trabalhando corretamente, com peças novas e com procedência. Valorize a sua mão de obra!

 

 

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