Dicas - Recicladora de fluido refrigerante para ar condicionado automotivo

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Recicladora de fluido refrigerante para ar condicionado automotivo

 

Quem trabalha com ar condicionada automotivo, precisa ter uma recicladora?

 

Para atender à norma da ABNT - NBR 15629 que “Descreve os procedimentos e as recomendações para manutenção em sistemas de climatização em veículos rodoviários automotores”, o centro de reparação automotiva deve ter procedimentos para desenvolver os diagnósticos e reparos. Para tanto é imprescindível à utilização de recolhedor/ reciclador de fluidos refrigerantes.

 

Muitas oficinas ainda trabalham nesta atividade sem os equipamentos básicos.

Um equipamento para recolhimento e reciclagem de fluido refrigerante é básico nesta atividade, pois descartar fluido refrigerante na atmosfera é um “crime ecológico”. Apesar de não haver citação especifica deste fluido refrigerante e nem mecanismos eficientes de verificação, não descartar o r134a na atmosfera depende mesmo é da conscientização dos usuários.

O R134a não é “gás ecológico” como é normalmente chamado. Se descartado na atmosfera, ele contribuirá para o aumento do “efeito estufa” (aquecimento global).  Para ter uma ideia do dano, 1 Kg de fluido R134a descartado na atmosfera equivale a cerca de 1430 Kg de CO2, isto é chamado de GWP (Potencial de Aquecimento Global), ou seja; o GWP do CO2 =1 e o GWP do R134a =1430.

 

Este fluido refrigerante pode ser: recolhido, filtrado, separado do óleo contaminado e dos gases não condensáveis, pesado com muita precisão e inclusive ser revendido ao cliente. Todas estas operações se traduzem em um procedimento limpo, preciso, rápido, ecológico e muito lucrativo.

 

Qual a diferença entre a recolhedora e a recicladora?

 

A recolhedora é basicamente um moto compressor de pistão, com cerca de 0,5 Hp, dotado de condensador, registros, caixa protetora, manômetros e tubulações. Sua função é transferir um fluido refrigerante, de Classificação ASH RAE: A1, ou seja, não inflamável, do equipamento de origem para um recipiente (botijão ou cilindro especifico) para armazenagem. As recolhedoras mais simples são indicadas para sistemas com compressores fechados (semi-herméticos ou herméticos), onde praticamente não há contaminação de óleo com o fluido refrigerante (ex.: geladeiras). Algumas recolhedoras podem ser mais sofisticadas e já possuir filtro separador de óleo e secador. Neste caso, este fluido estará sem umidade e sem óleo, restando apenas separar os fluidos não condensáveis, se necessário. As recolhedoras são mais indicadas para utilização em campo, com deslocamentos continuados, por exemplo, em linha agrícola. Seu custo é bem menor do que deuma recicladora, mas para poder trabalhar , deve-se adquirir equipamentos complementares como bomba de vácuo, balança, manifold, etc.

   

Já uma estação recicladora é muito mais completa, rápida e precisa, pois além de possuir uma recolhedora, conta com todos os acessórios necessários: filtro secador, filtro separador de óleo, condensador, botijão, balança, válvulas, solenoides, manifold, mangueiras, conectores, etc. Em alguns casos pode ser dotada de uma CPU que lhe permite fazer ciclos semi (parcial) ou totalmente automáticos. As estações recicladoras não são recomendadas para uso no campo, mas são ideais para utilização em oficinas com piso regular.

 

As Máquinas semi automáticas geralmente são mais em conta, mas dependem de um operador que selecione e libere a execução de cada passo da operação, por exemplo: recolher o fluido refrigerante, drenar o óleo usado, olhar o valor do peso do fluido refrigerante recolhido, olhar a quantidade de óleo sujo recolhido, selecionar e o fazer vácuo, colocar óleo, selecionar e aplicar a carga de fluido refrigerante, recolher o fluido restante nas mangueiras de serviço etc.

Já as maquinas automáticas, se programadas, podem realizar todos esses procedimentos automaticamente e até emitir um relatório impresso dos valores de quantidade de óleo e Fluido refrigerante recolhido e adicionado, tudo por impresso.

Algumas estações mais sofisticadas podem até ter como opcional um analisador de gases e mais recentemente kits ou funções que possibilitam fazer um “FLUSH” no sistema de ar condicionado do equipamento, com um resultado bastante satisfatório no que se refere a recolher o óleo sujo do sistema.

 

Em processo normal de recolhimento de fluido refrigerante de um sistema, poderá haver o arraste de uma pequena quantidade de óleo usado do compressor que se encontra nas tubulações. Esta quantidade recolhida geralmente atinge valores de 10 a 30 ml. Este óleo sujo deve ser descartado corretamente com outros lubrificantes da oficina.

A adição de óleo no sistema deve ser proporcional a quantidade de óleo sujo que saiu, ou seja se foi recolhido e separado 20 ml de óleo, pelo menos esta mesma quantidade de óleo “PAG” novo deve ser reposta ao sistema antes de se colocar a carga correta de fluido refrigerante.

  

Porém quem imagina que comprando uma estação recicladora, ela fará tudo, que já pode sair trabalhando com ar condicionado, está enganado.

Toda a parte de análise e diagnose cabe ao operador.

O fluido refrigerante “não gasta” e não “fica velho”, por isso o simples fato de recolher o fluido refrigerante e repor o fluido completando a quantidade que faltava, é um serviço incompleto.

O mais indicado é recolher o fluido refrigerante e comparar com a quantidade recomendada para aquele determinado equipamento. Em caso de divergência para menos, o processo da estação recicladora deveria ser interrompido para entrar em ação outro procedimento: o de localização de possíveis focos de vazamentos, por menores que sejam, orçar o reparo, reparar e só então seguir o procedimento de fazer vácuo, colocar o óleo e finalmente colocar a carga recomendada de fluido refrigerante.

A estação recicladora não localiza vazamentos, muitas fazem um teste de estanqueidade após o processo de vácuo, mantendo o sistema em depressão por alguns poucos minutos. Caso haja algum vazamento a depressão tende a se extinguir ou se alterar, neste caso algumas estações automáticas podem soar um alarme, indicando a possibilidade de vazamento, mas não mostra onde é este possível vazamento, que muitas vezes pode até ser nas próprias conexões e mangueiras de serviço da estação.

Existem diversos procedimentos de detecção de vazamentos, que posteriormente serão abordados, mas certamente o vácuo não é o mais preciso e nem o mais preciso. O sistema de ar condicionado trabalha com pressão de 2 a cerca de 20 atmosferas e não com 1 atmosfera negativa (vácuo).

 

 

Fluido refrigerante R134a:

Este fluido refrigerante R134a não é fabricado no Brasil. No passado já enfrentamos falta deste produto, o que fez os preços dispararem. Se Isto ocorrer novamente, com a utilização deste processo de reciclagem, o consumo do fluido para compra, é reduzido.

 

Além do mais a saúde dos funcionários também é respeitada, pois se não há descarte de “gases”, o ambiente de trabalho fica menos insalubre. Leia a respeito na Ficha de informação de segurança de produtos químicos – FISPQ do R134a, nos sites de busca.

Mercado

O preço das estações recicladoras teve uma queda nos últimos anos, pois aumentou a oferta destes modelos, fabricantes e distribuidores no mercado.

 

Para adquirir uma estação recicladora, sugerimos que o comprador avalie muito bem alguns detalhes além do preço, como:

Onde será utilizado o equipamento? Dentro de uma oficina ou no campo? Qual o regime de utilização? Qual a tradição e a avaliação do representante, vendedor ou fabricante em seu estado ou cidade? Quais os termos de garantia? Qual a disponibilidade de peças de reposição, qual o custo das principais peças? Qual o intervalo de troca do filtro secador, quanto custa e onde pode ser encontrado?

Como é o acesso á purga de gases não condensáveis? Este acesso deve ser fácil, pois recolher fluido refrigerante com gases não condensáveis no procedimento é bastante comum.

   

 

Qual a velocidade do ciclo? Tem manômetros para facilitar a leitura clara das pressões e temperaturas do fluido refrigerante? Qual a linguagem do manual e se for o caso, do display do equipamento?

   

Qual a tensão de trabalho? Qual a capacidade de armazenamento (tamanho do botijão) autonomia? Qual a capacidade dos reservatórios de óleo novo, usado e contraste UV?

A máquina recolhe fluido no estado líquido? Como é feita a trava da balança?

 

 Qual a região? Em regiões mais frias do sul do Brasil, cintas térmicas para pré aquecer o fluido refrigerante, podem fazer uma boa diferença na hora de transferir o fluido refrigerante para o equipamento.

  

O fornecedor oferece treinamento de manuseio do equipamento? Atenção: treinamento de funcionamento deste equipamento não é necessariamente um curso de manutenção de ar condicionado, sendo que muitos técnicos que fazem um entrega técnica do equipamento não sabem nem como funciona um sistema de ar condicionado.

Na aquisição do equipamento haverá entrega técnica de fato? Em caso de pane no equipamento, qual a estimativa de tempo para resolver o problema? Para manutenção do equipamento, ele deverá ir para outra cidade, estado? Quantos equipamentos de recolhimento ou reciclagem deste determinado modelo existem na região, no estado e no país?

Existem ótimas máquinas no mercado, mas que não têm pós venda, não há peças disponíveis e pessoal capacitado para reparar os danos nessas maquinas, algumas em caso de danos acabam virando sucata.

 

 

 

O equipamento em questão possui atualizações de bancos de dados?

Todas aquelas funções oferecidas, realmente são necessárias? (ex.: wire less, memory card, impressora, ciclo automático, etc.).

Aspecto visual, a aparência, fragilidade e robustez do equipamento.

Dê muita importância a uma boa entrega técnica, pois é muito comum uma estação recicladora ou uma recolhedora apresentar problemas por mau uso, interrupção continuada de ciclos, não purgar de gases não condensáveis, não trocar de filtros, não drenar óleo usado, não trocar óleo da bomba de vácuo, etc.

 

Qual a qualidade do fluido refrigerante que você utiliza, pois já ouve casos de fluidos refrigerantes de baixa qualidade afetaram os elastômeros dos equipamentos, causando grandes estragos.

 

Peso e mobilidade: Se for uma estação recicladora em uma oficina com piso muito irregular, rodas pneumáticas são uma boa opção.

 

 

Enfim é um equipamento importante, imprescindível, que se paga, mas que requer conhecimento de utilização, como qualquer outra ferramenta.

 

O que lavar em consideração na hora de escolher entre uma recolhedora ou uma estação recicladora:

 

Se o trabalho for ao campo, a estação recicladora já não é a melhor opção, pois ela se torna mais frágil, não sendo projetada para deslocamentos continuados. O ideal é utilizar uma recolhedora e as demais ferramentas separadas.

 

Se o equipamento for utilizado em uma oficina, pode ser tanto uma recolhedora quanto uma recicladora, uma estação recicladora é mais compacta e é mais ágil para se operar, ganhando em produtividade, mas é mais cara.

Observe também as capacidades de potencia do motor e a vazão da bomba de vácuo, inclusive existem estações recicladoras no mercado que não têm bomba de vácuo, elas utilizam o próprio compressor que recolhe o fluido refrigerante para pressurizar o sistema com ar comprimido e ainda “faz vácuo” com este mesmo compressor. Claro que isso não é fazer vácuo, pois neste procedimento com “motor de geladeira” não se atinge a escala de vácuo, apenas se obtém uma depressão, que não retira a umidade do sistema, está errado!

 

Outra grande vantagem em ter equipamento para recolher o fluido refrigerante é que se um veículo chegar á oficina com pouco fluido refrigerante, oriundo de um micro ou pequeno vazamento, é possível adicionar algumas gramas fluido refrigerante ao sistema e fazer um TESTE DINÂMICO.

O teste dinâmico pode mostrar se outros componentes estão funcionando corretamente, se compressor está ruídos e se o sistema chega a dar eficiência. Após o TESTE DINÂMICO é possível recolher o fluido adicionado e começar os procedimentos de detecção de vazamentos, tornando a diagnose e o orçamento muito mais precisos.

Se ao término da leitura desta matéria você ainda estiver com dúvidas, lembre-se que os equipamentos e procedimentos do século passado, já não condizem com a modernidade das máquinas atuais e suas tecnologias de ponta (caminhões, máquinas agrícolas, aviões, carros, embarcações náuticas, trens, etc). Esta pode ser uma das diferenças entre ficar parado no tempo ou acompanhar o mercado; estagnar ou lucrar financeiramente.

Procure informações, o “barato” pode sair “caro”.

 

 Mario Meier Ishiguro

ISHI AR CONDICIONADO AUTOMOTIVO
TREINAMENTO E SERVIÇOS
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